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Neve de amor

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Pedi-te sol. Deste-me chuva. Chuva de suspiros. Chuva de sorrisos. Não a rejeitei. Observei-a e senti-a de perto, como te sinto no meu íntimo. Aceitei-a, como te aceitei no íntimo do meu mundo. Corremos pela estrada fora, de mãos dadas, no meio da chuva. À procura do sol.
 Pedi-te calor. Deste-me frio. Frio de tranquilidade. Frio de ternura. As minhas mãos tremem, como tremeram quando voltei a tocar-te. As minhas pernas perdem a força, como perderam quando não te encontrei. Sorrimos, abraçados, rodeados pelo frio. À procura do calor.
 Pedi-te céu. Deste-me chão. Chão de inconstância. Chão de segurança. A minha mente quer fugir, o meu coração quer ficar. A tua mente faz-me recear, o teu coração faz-me brilhar. As nossas mentes completam-se, os nossos corações conjugam-se. À procura do céu.
 Pedi-te neve. Deste-me neve. Neve de acolhimento. Neve de amor. As luzes despertam-nos. O fogo de artifício encanta-nos. A taça de champanhe faz-nos brindar. Brindemos à vida. Brindemos à aventura…

Sê a tua cara-metade

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Sonho. Queres que continue para sempre. Queres que acabe no segundo em que começa. Realidade enfeitiçada. Os dias são pequenos. As conversas, apesar de constantes, não chegam para descodificar a maravilha do céu infinito. Consegues ver a mesma estrela que eu?
 Negação. Voltas a despertar. A neblina começa a desaparecer. A inconsciência toma posse das ações. Luta entre o certo-lógico e o errado-emocional. A insensatez prevalece, tal como previas. A precipitação em primeiro plano, tal como temias. Consegues sentir o mesmo vento que eu?
 Mágoa. Não há nada a esconder. Diz aquilo que te atormenta e liberta-te. Liberta-te do que te faz mal. Aceita que corres sozinha e avança. Avança para o teu único objetivo. Acredita que nem tudo é para sempre e vive. Vive o presente. Consegues tocar na mesma chuva que eu?
 Leveza. Busca-a todos os dias. Esquece tudo o que sentes, de bom e de mau, e permite-te fazer uma pausa. Não queiras andar à frente da tua própria vida. Protege-te sem pensar nas cons…

Ao te amar

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Névoa. Ao acordar. É aquilo que vejo. É aquilo que me dás. Os lençóis enrolam-se em mim. Estás tão longe que não te consigo vislumbrar. Estico o braço para te tocar, mas não sinto o teu calor. Ontem, permitiste um sorriso. Ontem, não sabia o significado de solidão. Hoje, não sei o significado de paz.  Escuridão. Ao deitar. O vento toca-me e faz-me arrepiar. A mesma sensação de quando me beijavas o peito. Fecho os olhos e sinto os teus em mim. Continua, pedi-te. E continuaste, até sermos uma só pessoa. Continuaste, até chegarmos ao nosso limite. Abri os olhos. Ninguém, nem mesmo eu.  Obscuridade. Ao te beijar. A minha mente divaga até encontrar um esconderijo. Penso em ti como penso no perigo. Pensas em mim como pensas em segurança. Caminhos erradamente certos. Caminhos que levam à loucura. Caminhos que me fazem encontrar a tua boca e nunca mais querer perdê-la.  Invisibilidade. Ao te amar. Os pássaros cantam ao céu. Eu mostro-me a ti. Um espelho. Dois amantes. Três fotografias. Mistério…

Voa comigo

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Cair de um precipício. Mergulhar em coisas boas e más. Mergulhar num mundo de bolhas e solidão. Mergulhar num mundo de clarões e felicidade. Talvez nunca. Talvez sempre. Quando for para ser, mergulhar de cabeça erguida e cantar: refresca-me. Grava-me e não te esqueças.  Escalar uma montanha. Urgência em mente. Exigência no corpo. Obrigação imposta. Construir barreiras para o inesperado é a solução. Armazenar frascos de energia é a principal máxima. Alcançar o auge e gritar: consegui. Atira-me e espera por mim.  Escorregar numa avalanche. Descontração. E, de repente, sinal de alarme. Início do fim. A névoa cobre os desinteressados. A chuva mostra quem se pertence. Seguir a maré em direção do fogo e dizer: queima-me. Marca-me e não sejas benevolente.   Voar com uma nuvem. O impensável torna-se possível. As regras não existem. A gravidade desapareceu. O céu revela a verdade do dia e da noite. Submissos do amor. Dominantes da atração. Saltar para o infinito e soletrar: amo-te. Ama-me e vo…

Há sempre mais

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Sei que me persegues. Como o ar. Uns dias permites que te sinta. Outros sopras-me ao ouvido e foges. Onde quer que vá, com quem quer que esteja, o que quer que faça, vais estar sempre comigo. Seja pelo bem, seja pelo mal. Nunca me perguntaste se te queria. Se o tivesses feito, não saberia o que responder.
 Sei que me decifras. Como a água. Percorres consciente e inconsciente. Sinto-me nua. Fico espantada com o resultado. Não tenho medo do que és capaz. Tenho medo do que possas pensar. Não te assustes com tudo o que lês, não é tão mau como parece. Pede-me permissão e ajudo-te a descobrir.
 Sei que me guias. Como a terra. Formas caminhos e eu sigo-te. Por vezes sem escolha. Não é obrigação. Não é dever. É aquilo que me dás. Desafiei-te. Deste-me o caminho mais difícil. Aprendi que não me posso queixar, nem o quero fazer. Só te peço que seja finito. E que não me faças tropeçar na chegada.
 Sei que me preenches. Como o fogo. És energia. Positiva e negativa. Há sempre uma consequência dep…

Se eu pudesse

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Um céu. E um desejo. Olha-me profundamente. Só assim te sinto. Só assim te vejo. Só assim te sei. Sem pressa, mas com urgência. O limite está longe. A vontade é grande. A meta não é o fim. A ânsia é imensurável. Olha-me profundamente mais uma vez. Queres o mesmo que eu?
 Um chão. E um querer. Olha-me intensamente. Só assim te toco. Só assim te beijo. Só assim te abraço. Sem precipitação, mas com ansiedade. O início está perto. O impulso é ousado. A entrada não é obrigatória. O anseio é constante. Olha-me intensamente mais uma vez. Sentes o mesmo que eu?
 Um ar. E um encanto. Olha-me ardentemente. Só assim te possuo. Só assim te persuado. Só assim te delicio. Sem agitação, mas com necessidade. A incerteza está presente. O furor é inacabável. O caminho não é compromisso. A atração é imortal. Olha-me ardentemente mais uma vez. Fazias o mesmo que eu?
 Uma pessoa. E um amor. Olha-me apaixonadamente. Sente-me também. Toca-me também. Possui-me também. Com pressa e urgência. Com precipitaç…

Vive comigo

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Despe-me. E agarra a minha vontade. Um dia, uma palavra e um olhar. Pedi-te para não seguirmos este caminho escuro. Não me ouviste, apesar de ter gritado. Admito que gosto do teu perigo, mas às vezes assustas-me demasiado. Peço-te que me protejas de ti.
 Despe-me. E agarra a minha juventude. Dois dias, duas palavras e um toque. Pedi-te para não me mostrares o mundo através dos teus olhos. Sei que fingiste não me ouvir e agradeço-te por isso. Vi a liberdade e quis tê-la. Disseste-me para fechar os olhos e senti-a. Peço-te que nunca a tires de mim.
 Despe-me. E agarra a minha essência. Três dias, três palavras e um sentimento. Pedi-te para não voarmos tão alto. Sei que me ouviste mas fizeste precisamente o contrário. Egoísta, como eu. E voámos. Tocámos nas nuvens, nas estrelas e na lua. Peço-te que me faças voar todos os dias.
 Despe-me. E agarra a minha necessidade. Dias, palavras e um querer. Pedi-te para acenderes o fogo. Pedi-te para fugirmos juntos. Pedi-te para ser tua. Ouviste-…

Aceita e grita

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Silêncio. Espirituoso. E perigoso. Aceita e sorri. Faz do silêncio a tua alegria. Faz do silêncio a tua arma. Ninguém ouviu. Ninguém sabe. Ninguém comenta. És feliz e ninguém sabe porquê. Não me digas que desta forma irias viver numa mentira. Se ninguém descobrir, é verdade. É a tua verdade enfeitada.
 Silêncio. Calmante. E criminoso. Grita e morre. Tens de saber gritar sem que ninguém te oiça. Tens de saber gritar ao mundo e tens de saber fazê-lo. Grita a sorrir. Grita a aplaudir. Grita a correr. Se não souberes gritar, vais mentir. E eu sei que queres continuar a mostrar a verdade enfeitada.
 Silêncio. Relaxante. E extenuante. Não te obrigo a aceitar nem a gritar. Não te obrigo a esconder. Não te obrigo a morrer. E sabes porquê? Porque tens razão quando dizes que desta forma irias viver numa mentira. Mostra a verdade enfeitada até estares preparada. Assim que a oportunidade passar por ti, agarra-a e nunca mais a largues. O silêncio pode ser uma forma de viver mas não é a tua forma …

Ama-te

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Caminhos longos. Muros altos. Uma direção. Uma pessoa. Acredito que é assim que te descreverias. E acredito que é assim que pensas que tem de ser. Estou aqui para te dizer que essa não é a única solução. Para de olhar em frente. Para de te esconderes. Para de lutar.
 Já olhas-te em redor? Há tantas pessoas que te querem bem. Há tantas pessoas que te invejam. Há tantas pessoas que querem ter a tua força. Olha em redor e depois olha para ti. Olha para a pessoa que te tornaste. Pensa naquilo que és capaz. Não escolhas o fácil. Escolhe o mais difícil. Escolhe aquilo que te custa horrores, mas escolhe. Porque, no final, é isso que vai fazer a diferença. É isso que te vai fazer ganhar.
 Não tenhas medo de cair. Não tenhas medo de te afogar. Isso vai acontecer, garanto-te, mas vais seguir em frente e sorrir. Não tenhas medo de sorrir. Não tenhas medo de amar. De te amar. Escolhe-te e ama-te. Tal como eu te escolhi e te amei.


Tua S.

Metade de ti e de mim

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Tu puxas e eu puxo. Com equilíbrio. E com sabedoria. Combinámos que seria assim até ao fim. Dividimos a corda ao meio, cada um ficou com metade. Metade de coração. Metade de alma. Metade de corpo. Combinámos também alguns sinais especiais e definimos limites. Tu escreveste em vários papéis e eu colei na corda. Dada a tua distração, não viste quando alguns papéis caíram e, como eu sou tão egoísta, não te disse nada, mas garanto-te que os guardei. Se quiseres volto a colá-los.
 O objetivo é simples. As regras são básicas. No entanto, esquecemos-nos de uma coisa: o júri. Nós somos os jogadores, não nos podemos avaliar. Isso seria uma disputa de interesses que nunca mais teria fim e nós combinámos que seria até ao fim. E se a disputa nunca tivesse fim e ficássemos para sempre a puxar a corda? Não me soa nada mal, acho que não precisamos de júri.
 Tomara eu, talvez também tu, que fosse esta a realidade. Tu puxavas e eu puxava. Regra principal: nunca parar de puxar. Objetivo: ficar, para s…

Não me queiras como eu te quero

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Não me queiras como eu te quero. Não queiras conhecer o desejo. Não queiras conhecer a obscuridade. Não queiras conhecer os pensamentos. Não queiras conhecer as ações. Sabe tão bem e tão mal. A adrenalina é um vício. A montanha russa é uma rotina. A paragem é uma dor. Conhecer-te sabe tão bem e tão mal, por isso não queiras conhecer-me. 
 Não me queiras como eu te quero. Não queiras conhecer as manias. Não queiras conhecer os passos. Não queiras conhecer o toque. Não queiras conhecer o beijo. Sabe tão bem e tão mal. O calor é um vício. A confiança é uma rotina. A entrega é uma dor. Conhecer-te sabe tão bem e tão mal, por isso não queiras conhecer-me.
 Não me queiras como eu te quero. Eu quero adrenalina, montanha russa e paragem. Eu quero calor, confiança e entrega. Não digas que me queres como eu te quero. Ambos sabemos que isso não é verdade.






Tua S.

Quero-te agora

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Amanheceu e tu estás comigo. Os teus braços apertam-me. A tua respiração faz-me cócegas no pescoço. As tuas pernas imobilizam-me. Há tanto tempo. Mas tem de ser agora.
 Se queres sonhar, podemos sonhar os dois. Que seja o teu sonho inocente. Que seja o teu sonho aventureiro. Que seja o teu sonho romântico. Há tanto tempo, mas não há tempo para sonhar. Se queres sonhar, tem de ser agora.
 Se queres sorrir, podemos sorrir os dois. Que seja o teu sorriso cativante. Que seja o teu sorriso luminoso. Que seja o teu sorriso puro. Há tanto tempo, mas não há tempo para sorrir. Se queres sorrir, tem de ser agora. 
 Se queres dançar, podemos dançar os dois. Que seja a tua dança amigável. Que seja a tua dança simples. Que seja a tua dança sedutora.
 Anoiteceu e tu estás comigo. Os meus braços apertam-te. A minha respiração faz-te cócegas no pescoço. As minhas pernas imobilizam-te. Há tanto tempo. E não há tempo nenhum. Quero-te agora, tem de ser agora.


Tua S.

Tua por metade

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Olhos abertos. Olhos fechados. O cenário é o mesmo. Está escuro. Muito escuro. E tu não me vens salvar. Eu sei que não o fazes por mal. Eu sei que não queres ver sangue. Eu sei que não queres estar longe.
 Mãos abertas. Mãos fechadas. O toque é o mesmo. Ninguém. E tu não me vens salvar. Eu sei que me queres. Eu sei que sonhas comigo. Eu sei que me abraças.
 Está escuro. Não há ninguém. E tu não me vens salvar. Grito e não me ouves. Mostro-me e não me vês. Sangro e não me curas. Entrego o meu corpo e a minha alma e tu fazes o mesmo. Abraças-me fortemente e estremeço. Beijo-te e sinto que és meu. Digo que te amo e quero que saibas que sou tua. Loucura. Êxtase. Amor. Escuro. Ninguém.
 A garganta aperta-se para impedir que as palavras saiam. Os lábios sorriem para impedir que as lágrimas corram. As mãos batem palmas para impedir que haja sangue. Eu sei que não fazes por mal. Eu sei que me queres.


Tua S.

Correr com lobos

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Os lobos perseguem-me. O meu coração ainda bate. Os meus pulmões ainda respiram. A minha pele ainda sente. As minhas pernas ainda correm. Diz-me o teu segredo. Escreve-o no céu. Também estás aqui? Consegues ouvir-me?
 Os lobos aproximam-se. Os meus olhos ainda vêem. A minha mente ainda divaga. As minhas mãos ainda apertam. Os meus pés ainda sustentam. Diz-me o teu segredo. Árvores e céu, é tudo o que vejo. Também estás aqui? Consegues ver-me?
 Os lobos encontraram-me. As minhas lágrimas ainda caem. Os meus cabelos ainda escondem. Os meus braços ainda afastam. A minha voz ainda acaricia. Diz-me o teu segredo. Transmite-o pelas árvores. Também estás aqui? Consegues sentir-me?
 Os lobos imploraram e eu cedi. Os lobos atacaram e eu ataquei. Os lobos renderam-se e eu descobri o teu segredo. Árvores e céu. Era tudo o que eu via, agora é tudo o que tu vês. Corre até te encontrarmos.


Tua S.

O fogo chegou

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Um amante. Dois amantes. E o fogo começou.
 Não sei para onde vamos. Não sei onde estivemos. Deita-te no escuro comigo e ouve os nossos corações. É tudo o que podemos fazer até o fogo chegar.
 Vamos para a rua. Vamos procurar um lugar seguro e pensar num plano. Olha para a direita, eu olho para a esquerda. Ninguém nos pode ver. Vamos agora antes que o fogo chegue.
 Não sei o que estamos a fazer. Não sei o que fizemos. Deita-te no escuro comigo e sente o que os nossos corpos querem sentir. É tudo o que podemos fazer até o fogo chegar.
 Não vou contar a ninguém. E proíbo-te de o fazeres. Ninguém pode saber. Procura desse lado, eu procuro deste. Procura agora antes que o fogo chegue.
 Dois amantes. Dois corações. Dois corpos. E o fogo chegou.


Tua S.

O meu amor por ti

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Toca-me. Preciso do teu toque. O meu coração bate fortemente. O meu corpo estremece ansiosamente. És tu. Quando não estás, estremeço.
 Beija-me. Preciso do teu beijo. Não sei respirar calmamente. Não sei respirar-te. Tenho tanta pressa que me sufocas. És tu. Quando não estás, sufoco.
 Abraça-me. Preciso do teu abraço. Chove intensamente. As folhas caem tristemente. O vento derruba desastrosamente. E não te vejo. Quando não estás, não te vejo.
 Quero sentir. A firmeza do teu toque. A doçura do teu beijo. A segurança dos teus braços. O teu amor.
 Quero sentir. Quero estremecer. Quero sufocar. Não te quero ver. O meu amor. Memórias do quanto quero sentir. Inexplicável. Inesgotável. Incondicionalmente. Irrevogavelmente. O meu amor por ti.


 Tua S.

Um minuto e uma vida

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Tenho uma declaração a fazer. Um minuto...
 Serena. Olha-me nos olhos. Vê o que sinto. Precisas estar atento e com tempo. Apressada. Dá-me a tua mão. Sente o que sinto. Precisas amar e abraçar.
 Vou mostrar-te como se voa. Não precisas estar atento. Simplicidade. Vou mostrar-te como se caminha. Não precisas ter tempo. Tranquilidade. Vou mostrar-te como se esconde. Precisas amar. Vou mostrar-te como se cai. Precisas abraçar.
 Tenho uma declaração a fazer. Uma vida...
 Ensina-me a complexidade da tua naturalidade. E eu ensino-te a facilidade da minha obscuridade. Voa comigo. Caminha comigo. Ama e eu amo. Abraça e eu abraço.


Tua S.

Simplesmente simples

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Sonho com o simples. Arrebatador mas simples. Algo que me faça percorrer este mundo e o outro e que me deixe um sorriso na cara. Ou seja: simples. Se é isso que tenho? Não. Se é por isso que luto? Acho que não. Dizem que basta sonhar. Mentira. Há toda uma bagagem que me impede de seguir em frente. Para além disso, não sou simples. Dou importância a acontecimentos sem importância. Sinto o que não devia sentir. Invento situações masoquistas. E afogo-me.
 Depois do afogamento há o renascimento. E sabe tão bem. É como se respirasse um novo ar. É como se encontrasse motivos para rir numa folha caída. Simples. É como se valesse, de novo, a pena. Há novas forças, novas oportunidades. Há um querer diferente. Um querer que parece o último. Um querer que não tem fim. Um querer arrebatador. Simplesmente, um querer simples.
 Infelizmente, ou felizmente, não sei parar de me afogar.


 Tua S, ♥

Feliz Ano Novo

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2015 a acabar, é hora de reflexão. Verdade seja dita, não vou acabar este ano da melhor maneira. Sorriso na cara, lágrima no coração. É como vai ser. Por uma coisa que se passou há mais de dois anos e insistiu em permanecer presente, todos os dias, "até que a morte nos separe", ou melhor dizendo, até que a morte nos junte.
 Entrei na universidade e isso foi das melhores coisas que me aconteceu até hoje. É uma experiência única. É delicioso quando damos o primeiro passo no caminho que escolhemos, e eu dei. Dei esse passo e nunca me vou arrepender de o ter feito, independentemente de não chegar ao fim deste caminho e de tudo o que isso possa implicar. Não me vou arrepender porque senti, por um segundo, o que significa estar na universidade.
 Mas, e claro que há sempre um mas, as coisas não são todas boas. E mesmo que fossem, o ser humano tem a burrice de procurar sempre o que está mal. Hoje não é o dia para me focar nesse meu lado de burrice, mas sim no que é real, no que aco…

Ponto final perdido

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Falta uma personagem. E um livro não é livro quando falta uma das personagens mais importantes. Uma vida não é realmente vivida quando falta um pedaço tão importante.
 Falta um telefonema (sei que insisto neste ponto, mas sinto mesmo a falta disso). Falta um silêncio. Falta um abraço. Falta a tua lista de como me descreverias. Falta a tua visita. Falta a tua ajuda.
 Falta uma pessoa. Há tantas estrelas e falta uma parte do sol. Há tanto ar, mas falta a permissão para respirar plenamente. Há tantas palavras, tantas vírgulas, e levaste contigo todos os pontos finais.
 Falta uma cena hoje. E outra amanhã. E outra depois de amanhã. Os episódios não estão completos. E só tu tinhas a capacidade de os terminar. Mas falta a tua caneta. Falta a tua mão.
 Um livro não é livro quando falta um final feliz. Uma vida não é vida se tu não fazes parte dela.







 Tua S, ♥